Mangueira evidencia enredo sobre a Amazônia Negra e destaca rainha de bateria em ensaio técnico na Sapucaí
A Estação Primeira de Mangueira realizou ontem mais um ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, apresentando de forma consistente o enredo que levará para o Carnaval. A escola aposta em uma narrativa potente ao colocar em evidência a Amazônia Negra, ressaltando a presença, a resistência e a contribuição dos povos negros na formação histórica, cultural e social da região amazônica — um recorte ainda pouco explorado no imaginário nacional.
Durante o ensaio, a Mangueira mostrou organização na evolução, bom entrosamento entre os setores e um canto forte vindo da comunidade, que demonstrou pleno entendimento da proposta do desfile. O samba-enredo funcionou como fio condutor da narrativa, ajudando o público a compreender a história que será contada na avenida.
Um dos grandes destaques da noite foi a rainha de bateria, que surgiu representando diretamente elementos ligados ao enredo. Sua fantasia carrega símbolos que dialogam com a Amazônia Negra, exaltando ancestralidade, força feminina e protagonismo negro. Com presença marcante, carisma e samba no pé, a rainha conduziu a bateria com segurança, reforçando o papel simbólico que ocupa dentro do desfile.

Foto: Eduardo Hollanda
A bateria mostrou firmeza e regularidade, sustentando o ritmo da escola ao longo de todo o ensaio. O conjunto apresentado evidencia a proposta da Mangueira de unir tradição carnavalesca com um discurso necessário e atual, utilizando o Carnaval como espaço de reflexão, visibilidade e afirmação histórica.
Ao levar a Amazônia Negra para o centro da Sapucaí, a Mangueira reafirma sua vocação para contar histórias que dialogam com questões sociais profundas, ampliando narrativas e dando voz a personagens historicamente invisibilizados. O ensaio técnico deixou a expectativa de um desfile forte, consciente e emocionalmente impactante no próximo Carnaval.
Por: Nathalia Dias
fotos: reprodução


