Merenda menor, fome maior: alunos denunciam redução de comida em escola de Queimados
Estudantes do CIEP 346 – Belarmino Alfredo dos Santos, localizado no município de Queimados, na Baixada Fluminense, denunciaram mudanças na alimentação oferecida pela unidade escolar. Segundo relatos de alunos, a quantidade de comida servida teria sido reduzida e os pratos utilizados para servir a merenda passaram a ser menores.

Foto: reprodução aluno
De acordo com os estudantes, além da diminuição das porções, o café da manhã deixou de ser oferecido regularmente, o que tem gerado preocupação entre os alunos que passam grande parte do dia na escola e dependem da alimentação escolar para garantir ao menos uma refeição completa.
“Antes a gente recebia mais comida. Agora os pratos são menores e a quantidade também diminuiu”, relatou um estudante que preferiu não se identificar.
Direito garantido por lei
A alimentação escolar é considerada um direito dos estudantes da rede pública de ensino no Brasil. O fornecimento de merenda é garantido por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que destina recursos federais para que estados e municípios ofereçam refeições nutritivas aos alunos.
Segundo as diretrizes do programa, a alimentação nas escolas deve ser equilibrada e supervisionada por nutricionistas, contendo alimentos como arroz, feijão, carnes, ovos, legumes, frutas e leite, garantindo os nutrientes necessários para o desenvolvimento dos estudantes.
Além disso, especialistas destacam que, para muitas crianças e adolescentes, a merenda escolar representa uma das principais refeições do dia, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.
Preocupação na comunidade escolar
As denúncias levantam questionamentos sobre a quantidade e a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes. Pais e responsáveis demonstram preocupação com a situação, já que a redução das refeições pode impactar diretamente na saúde, na concentração e no rendimento escolar dos alunos.
A comunidade escolar espera que a situação seja analisada pela direção da unidade e pelos órgãos responsáveis pela educação no estado, para verificar se a merenda oferecida está atendendo às normas estabelecidas pelas políticas públicas de alimentação escolar.
Transparência e fiscalização
Especialistas em educação defendem que a fiscalização da merenda escolar deve ser constante e contar com a participação da comunidade escolar, incluindo alunos, pais e conselhos de alimentação.
Quando surgem denúncias de redução de quantidade ou ausência de refeições, a recomendação é que os casos sejam apurados para garantir que o direito à alimentação dos estudantes seja plenamente respeitado.
Afinal, garantir comida de qualidade nas escolas não é apenas uma questão administrativa — é uma política essencial para assegurar dignidade, saúde e igualdade de oportunidades para milhares de estudantes da rede pública.
Em reposta o diretor Felipe Canto nos deu a seguinte nota:
Edinho Meirleys: Boa tarde diretor Felipe!
Me chamo : Edinho Meirelys.
Sou jornalista e recebi algumas reclamações de alunos desta instituição de educação sobre as refeições escolar garantido pela lei.
Alunos estão reclamando que a mesma não tem café da manhã e o almoço está super reduzido, ate o prato diminuiu de tamanho e profundidade, afetando o estudo e concentração do aluno.
Gostaria de saber mais informações sobre a denúncia?
Resposta Felipe Canto: Então! Boa noite. Para qualquer tipo de entrevista será necessário primeiro uma comunicação com a ASCON da SEEDUC. No entanto, posso garantir ao senhor que a merenda continua sendo servida regularmente e com qualidade. O café da manhã é somente para as turmas do ensino médio modalidade integral e a quantidade servida é adequada de acordo com a resolução da SEEDUC. “Diz Felipe Canto, diretor geral da instituição de educação Ciep 346”
Matéria: Edinho Meirelys
Foto: reprodução