Cotidiano / Sociedade

SINAL DE AJUDA: O GESTO SILENCIOSO QUE PODE SALVAR UMA VIDA

Por Redação

SINAL DE AJUDA: O GESTO SILENCIOSO QUE PODE SALVAR UMA VIDA

Conhecido internacionalmente como “Signal for Help”, o gesto foi criado para permitir que uma mulher peça ajuda de forma discreta quando está em uma situação de violência ou ameaça.

Nem sempre uma mulher consegue gritar, pedir socorro ou telefonar para alguém quando está sendo vítima de violência. Em determinadas situações, qualquer pedido explícito de ajuda pode aumentar o risco para ela.

Foi pensando nesses momentos que surgiu o “Signal for Help”, um gesto simples realizado com uma das mãos e que pode funcionar como um pedido silencioso de socorro.

O sinal consiste em levantar a mão com a palma voltada para outra pessoa, dobrar o polegar sobre a palma e, em seguida, fechar os demais dedos sobre o polegar.

Mais do que um gesto, o sinal representa uma mensagem: “Preciso de ajuda.”

UM PEDIDO QUE NÃO PRECISA DE PALAVRAS

O sinal ganhou conhecimento internacional principalmente durante o período da pandemia de Covid-19, quando o isolamento social aumentou a preocupação com situações de violência doméstica e muitas vítimas permaneciam próximas de seus agressores.

A ideia é oferecer uma forma de comunicação que possa ser utilizada discretamente em uma chamada de vídeo, em um ambiente público ou diante de outra pessoa, quando falar não for seguro.

Mas reconhecer o gesto é apenas o primeiro passo.

O QUE FAZER AO IDENTIFICAR O SINAL?

Quem perceber uma pessoa fazendo o gesto deve evitar confrontar imediatamente o possível agressor ou colocar a vítima em uma situação ainda mais perigosa.

Sempre que possível, procure estabelecer contato com a vítima de maneira segura e discreta e busque ajuda especializada.

No Brasil, em situações de emergência, o 190 pode ser acionado para atendimento policial.

O Ligue 180 é o canal nacional de atendimento à mulher, oferecendo orientação e informações sobre direitos, serviços e formas de enfrentamento à violência contra a mulher.

ATENÇÃO AOS SINAIS

A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas visíveis. Ameaças, controle, isolamento, humilhações, perseguição, violência psicológica, violência sexual e violência patrimonial também podem fazer parte de um ciclo de violência.

Por isso, informação pode fazer diferença.

Conhecer sinais de alerta e saber onde buscar ajuda pode contribuir para que uma vítima não permaneça sozinha diante de uma situação de violência.

SE VOCÊ VIR, NÃO IGNORE.

Um gesto pode ser silencioso.
Um pedido de ajuda pode ser discreto.
Mas a resposta precisa ser responsável.

Matéria: Edinho Meirelys

Foto: Reprodução

Violência contra a mulher não é assunto privado. É uma questão de segurança, direitos humanos e responsabilidade de toda a sociedade.

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