Família de subtenente da PM cobra esclarecimentos sobre atendimento prestado após mal súbito em Saquarema
A morte do Subtenente da Polícia Militar Carlos Alexandre Gregório Dias, que havia ingressado recentemente na reserva após aproximadamente 30 anos de dedicação à corporação, continua cercada de questionamentos e pedidos de esclarecimentos por parte de familiares e amigos.
Gregório passou mal na tarde do dia 26 de maio, enquanto aguardava a saída dos filhos na Escola Municipal Gustavo Campos da Silveira, no bairro Campo de Aviação, em Saquarema. Segundo relatos da família, o policial sofreu uma queda, bateu a cabeça e necessitou de atendimento médico de urgência.
A viúva, Letícia Gregório, afirma que diversas dúvidas permanecem sem respostas. Entre elas estão o acionamento do socorro, o tempo de resposta do atendimento de emergência, os procedimentos adotados pela unidade escolar e as circunstâncias que envolveram os primeiros momentos após o mal súbito.
De acordo com Letícia, a direção da escola informou que havia acionado o socorro, mas que não poderia prestar assistência física ao policial. Ela relata ainda que pessoas que estavam no local também tentaram buscar ajuda e teriam recebido a informação de que não havia ambulância disponível naquele momento, sendo orientadas a providenciar transporte por meios próprios.
Ainda segundo os relatos, populares se mobilizaram para prestar auxílio e conduzir Gregório até uma unidade de atendimento médico.
Outro ponto que vem sendo questionado pela família envolve a situação dos filhos do policial após o ocorrido. Conforme relatado pela esposa, as crianças teriam sido entregues a terceiros sem autorização prévia ou comunicação à responsável legal. Letícia afirma ainda que foi informada posteriormente sobre a ausência de um telefone atualizado para contato, embora, segundo ela, a unidade escolar já tivesse utilizado anteriormente o mesmo número para se comunicar com a família.
A segurança dos pertences do policial também está entre os questionamentos levantados. Segundo os relatos, o veículo que permaneceu estacionado na escola teria ficado aberto, contendo uma arma de fogo e outros objetos pessoais.
O caso foi levado ao Conselho Tutelar e registrado na 124ª Delegacia de Polícia (Saquarema). A família também solicitou acesso às imagens das câmeras de monitoramento que possam auxiliar no esclarecimento da dinâmica dos fatos.
Em uma publicação nas redes sociais, Letícia Gregório lamentou a perda do marido e cobrou respostas sobre o atendimento prestado.
“Cheio de vontade de viver os melhores momentos com a nossa família após vestir por 30 anos uma farda para proteger e servir. No momento em que mais precisou, não teve ajuda e assistência na saúde”, declarou.
Procurada, a Prefeitura de Saquarema informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Inclusão, Ciência e Tecnologia, que está à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.
Nossa equipe realizou levantamentos em veículos de comunicação da região e em publicações disponíveis nas redes sociais. Até o momento, as informações públicas sobre o caso ainda são limitadas, o que reforça a necessidade de uma apuração minuciosa por parte das autoridades competentes.
Diante dos relatos apresentados pela família e da ausência de esclarecimentos conclusivos sobre diversos pontos da ocorrência, o caso segue cercado de questionamentos. A expectativa é de que as investigações, juntamente com a análise de documentos, registros de atendimento e imagens de monitoramento, possam esclarecer integralmente os fatos que antecederam a morte do subtenente.
O Samba Conexão News continuará acompanhando o caso e permanece à disposição para publicar manifestações dos órgãos envolvidos, garantindo espaço para todos os lados e contribuindo para o pleno esclarecimento dos acontecimentos.
Matéria: Edinho Meirelys
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